Vamos acabar com a corrupção!
Quase todos os dias os meios de comunicação noticiam casos de corrupção. Por isso, vale uma reflexão. Primeiro é preciso pensar que cada caso de corrupção tem um corruptor e corrompido. Diante disso, acredito tratar-se de uma via de mão dupla. Ou seja, se não existisse o corrompido, o corruptor não poderia corromper. Não pretendo entrar no mérito da questão. Para mim, não interessa a célebre frase de “os fins justificam os meios”. Afinal, aprendi, desde criança, que existe uma consciência que vai dirigir nossas vidas, seja para o lado x ou para o y.
Outra questão a ser levantada é o papel da sociedade civil junto aos poderes públicos, principalmente o Legislativo (aquele que faz as leis) e o Executivo (aquele que executa). Na maioria das vezes, ele nem sabe o que é cidadania. Não sabe seus direitos nem seus deveres. Assim, escolher os políticos é algo difícil. Não tendo a noção exata do papel desses, o cidadão troca benefícios pelo seu voto. E acaba votado por interesses que não são da comunidade, do público. Vota no amigo. Vota por dinheiro (não interessa o valor). Vota por que fulano pediu. Vota na beleza exterior (e esta costuma ser falsa). Vota por uma cesta básica. Vota por uma viagem de ambulância. Vota por um churrasco. E muito mais. Assim, não percebem que escolhem as pessoas erradas para exercer um papel de defesa do interesse público.
Penso que cidadania é um exercício cotidiano. A gente aprende a ser cidadão. E, o primeiro passo é conhecer seus direitos e deveres. O segundo é saber escolher as pessoas que nos representarão nas esferas do público. Não acredite na máxima que diz “todo político não presta”. Acredito que boa parte deles, deixa a duvidar. Mas, têm muitos que entendem o seu papel e se colocam como representantes do povo.
E o terceiro passo é saber cobrar atitudes destes representantes. Sim, temos que acompanhar a votação das leis. Temos que execrar aqueles que nos oferecem benefícios. Lembrem-se o dinheiro público deve ser investido no bem de todos. E o “desvio” deste dinheiro afeta a todos que pagam impostos, mas, principalmente, as pessoas mais pobres.
Por isso, aproveito para parabenizar o vereador Antônio Carlos de Betim, que fez uma prestação de contas de seu trabalho como legislador. E vou além, sugiro que, pela transparência, todo vereador, independente de partido, exponha publicamente os bens que tem quando entram para a política e depois quando saem. Acho que isto evitaria que muito dinheiro público fosse parar em cuecas, em meias … Temos que fiscalizar!
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