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Destaques

CURIOSIDADE PIPOCA NOSSA DE CADA DIA Por Alice Brito Estudante de Jornalismo Pipoqueiro, uma profissão antiga e ainda muito presente no mercado autônomo. Pipoca, um alimento bom, barato, saudável, que tem lugar garantido na preferência da população. Esta dobradinha resiste ao tempo! A palavra pipoca vem do tupi-guarani e significa couro que estoura. Nos dias de hoje, a pipoca é consumida mundialmente em todas as salas de cinema, nas residências, em festas infantis e até, no futebol, agradando todos os públicos, de todas as idades, classes sociais, raças e crenças. Por isso, não é incomum olhar para o lado e deparar com um carrinho de pipoca. Geraldo Daniel da Cruz, de 50 anos, é pipoqueiro no Centro de Betim, há oito anos. De acordo com ele, o sogro e o cunhado eram pipoqueiros, ambos morreram, então ele resolveu levar à frente a profissão que faz parte da família. Geraldo afirma que com o que ganha, dá para criar uma família de forma decente, e pagar INSS para garantir uma velhice tranquila.  “A profissão é lucrativa. O lucro se sobressai ao gasto, pois o custo com a manutenção do carrinho e com a compra da pipoca são baixos”, diz . Referente a preconceito profissional, Geraldo foi categórico: “Tenho o respeito de todos, tenho crediário em várias lojas, nós, pipoqueiros trabalhamos servindo e ajudando as pessoas, respeitamos e, assim somos respeitados. Vivemos do comércio, por isso, fazemos promoções e lançamos novidade, como por exemplo; a pipoca doce colorida, e a salgada com bacon”, diz. O pipoqueiro deve além de vender a pipoca, ser cortês e prestar informações sobre a localização de ruas para aqueles que necessitam, diz. Geraldo ainda ressalta que, essa profissão é estável, pois mesmo fazendo parte de um grupo autônomo, a prefeitura os apoia e os mantêm muito organizados. De acordo com Humberto Luiz do Patrocínio, integrante da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Betim, todo ano a prefeitura vistoria os carrinhos de pipoca, tendo o carrinho aprovado na vistoria, o pipoqueiro tem licença renovada gratuita. Caso, a inspeção não aprove o carrinho, a licença é negada. Cada pipoqueiro tem um ponto fixo que (pode variar entre praças e pontos de ônibus) e é determinado pela prefeitura. Quanto à manutenção e preservação do carrinho é inteiramente por conta do vendedor. “O pipoqueiro é tratado como um micro empresário, porque é isso que ele é”, complementa Humberto do Patrocínio. OLHO      NO MEIO DA MATERIA As pessoas enxergam nas ruas não apenas o “moço que vende pipoca”, e sim, uma figura que faz parte do lugar que ele transita. E, pelo fato do pipoqueiro estar sempre no mesmo local, existe a sensação de familiaridade. Cledemar Duarte, estudante de jornalismo, apaixonado pela iguaria. PIPOCA ENGORDA? Com o verão se aproximando, a pipoca por ser um alimento leve, pode ser consumida indiscriminadamente? Pipoca engorda? A nutricionista Priscila Ferreira, diz que a resposta é simples: caloria todo alimento tem e se comermos muito é claro que engordamos. Mas comparando os três tipos de grãos, percebe-se a diferença de calorias entre eles: 100g de grãos de milho ...
VIVER BEM: RECEITA PARA CHEGAR AOS 100 ANOS Por Consolação Resende Email: consolacao@gmail.com Aos 100 anos de idade, o médico Alcindo Amado Henriques, ainda encontra disposição para fazer trabalho voluntariado.   Todas as quartas-feiras, sozinho, ele pega o ônibus em Belo Horizonte para, às 7 horas da manhã, iniciar visitas a pacientes com Hanseníase, na Colônia Santa Izabel, em Betim. Quem tem a oportunidade de conhecê-lo não acredita que ele seja um centenário. Esbelto, esquio, simpático, bom de papo, bonito e generoso, ele dá a receita para tanta disposição e longevidade: dormir bem e não ser ganancioso. “Já vi muitos amigos morrerem por excesso de ganância”, conta. Para as mulheres, ele manda um recado: “tem que ser vaidosa”. A alimentação é normal, sem nada de especial. E foi na hora do almoço, que este médico, cujo olhar revela o gosto pela vida, recebeu nossa reportagem na Casa do Médico, na Colônia Santa Izabel. Ao final da rápida conversa, ele tirou um bom do bolso do casaco e revelou sorridente: “adoro comer doces”, o que foi confirmado pelos amigos que o cercavam. A história dele é uma verdadeira lição de vida e de dedicação aos hansenianos.   INÍCIO Em 1937, Alcindo Amado tornou-se médico pediatra e iniciou carreira atendendo em um consultório médico no bairro Floresta e na Associação dos Empregados do Comércio, ambos de Belo Horizonte, e no Lactário da cidade de Mário Campos. Nesta época, a Hanseníase (conhecida pelo nome de Lepra) era uma doença desconhecida dele e da maioria das pessoas e estava carregada de preconceitos. A doença era tida como um verdadeiro “câncer social” e os leprosos eram isolados de suas famílias. Receiosos e também desinformados, os médicos não queriam trabalhar com estes doentes. Foi então, que, em 1950, Alcindo Amado cursou Leprologia para trabalhar nos dispensários itinerantes do Estado, após conselho do médico dr. José Mariano. Mesmo com um ganho de 40 por cento a mais nos vencimentos, dos seis médicos que fizeram o curso somente dois foram trabalhar com os pacientes da Hanseníase. Era o início de uma nova trajetória.   CONHECENDO A DOENÇA   Dr. Alcindo Amado iniciou seu trabalho como médico leprologista indo para o dispensário de Divinópolis. Ele revela que, neste inicio, tinha medo de contrair a doença. Mas, aos poucos foi conhecendo a doença e descobrindo, na prática, o que era a Lepra e o mais importante: seu contágio era direto e na intimidade. Em 1956, o Governo Federal mudou a política de controle da doença iniciando a Campanha Nacional Contra a Lepra e o médico foi chamado para atender sete municípios. Durante 20 anos, ele trabalhou na Campanha até que ela foi extinta, conforme disseram a ele, “por falta de verba”. Sua história, no entanto, ainda não havia chegado na Colônia Santa Izabel, o que aconteceu em 1963. “Vim como médico plantonista e minha função era atender aos doentes de Hanseníase e doenças decorrentes”. Dr. Alcindo explica que, o que acontecia com o doente de lepra era uma “amputação social”. “Ele era retirado do convívio familiar e vinha para os leprosários, distante da ...
VITAMINAS: O EXCESSO E A FALTA PRODUZEM DOENÇAS POR CONSOLAÇÃO RESENDE As vitaminas são substâncias importantes para nosso metabolismo. Elas ajudam a prevenir doenças, mas, a maioria não é produzida pelo nosso corpo. As exceções são a vitamina D, que é sintetizada no organismo em uma escala limitada, e as vitaminas B12 e K, as quais são sintetizadas pela flora bacteriana no intestino. Sem elas, o metabolismo do nosso corpo fica lento e sua falta pode ocasionar várias doenças. Elas podem ser de dois tipos: hidrossolúveis (solúveis em água e absorvidas pelo intestino) e lipossolúveis (solúveis em gorduras e absorvidas pelo intestino com a ajuda dos sais biliares produzidos pelo fígado). Nesta edição de aniversário do jornal, ele completa 13 anos em novembro, trazemos para você, leitor, as vitaminas hidrossolúveis. VITAMINA C (ÁCIDO ASCÓRBICO) Também conhecida por Ácido Ascórbico, a Vitamina C só foi identificada em 1936, sendo hoje produzida industrialmente. A dose diária recomendada desta vitamina é 60 mg. Sua principal função é participar na formação de catecolaminas (compostos químicos) e aumentar a absorção de ferro pelo intestino. Principais fontes: frutas e verduras frescas. SUA FALTA: a falta provoca lesões do colágeno. O escorbuto é, hoje em dia, uma doença praticamente desconhecida. Uma manifestação observada nos cabelos que pode sugerir a carência de vitamina C é quando os pelos se tornam crespos nos locais onde antes eram lisos. SEU EXCESSO: pode provocar a formação de cálculos nos rins. Note-se que a dose diária recomendada é de 60 mg/dia. Alguns produtos comerciais contêm até 2000 mg por comprimido, o que significa a ingestão de 35 ou mais vezes a dose diária recomenda. O efeito preventivo ou curador de doenças virais, como gripe, a prevenção de câncer, reduzir risco de doença cardíaca e catarata, o aumento das defesas orgânicas, tudo isso não está comprovado como sendo um efeito terapêutico útil da vitamina C. VITAMINA B 1 (TIAMINA) A Vitamina B1, também chamada de Tiamina, tem uma dose diária recomendada de 1,5 mg para a maioria das pessoas. Para mães que amamentam e para idosos é 3,0 mg. Ela atua, principalmente, no metabolismo energético dos açúcares. A sua função como neurotransmissor é discutida, não tendo ainda comprovação científica. Principais fontes: carnes, cereais, nozes, verduras e cerveja. Nota: alguns peixes e crustáceos e chás pretos podem conter fatores anti-tiamina. SUA FALTA: a doença clássica provocada por sua falta é o Beribéri que se manifesta principalmente em alcoólatras desnutridos e nas pessoas mal-alimentadas dos países pobres. A manifestação neurológica da carência de vitamina B1 caracteriza-se por neurites periféricas, distúrbios da sensibilidade com zonas de anestesia ou de hiperestesia, perda de forças até a paralisia de membros. No cérebro, pode haver depressão, perda de energia, falta de memória até síndromes de demência como a psicose de Korsakoff e a encefalopatia de Wernicke. As manifestações cardíacas decorrentes da falta de vitamina B1 se manifestam por falta de ar, aumento do coração, palpitações, taquicardia, alterações do...
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